O Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega encerrou de forma memorável a Bienal de Artes Performativas de Amarante (BAP Amarante 2026), assumindo o papel de destaque no espetáculo “A Festa”.
Exatamente um ano após o grupo ter representado Vila Meã e Amarante na ilha da Madeira, o grupo deu mais uma demonstração de dinamismo cultural ao cruzar o folclore tradicional com a dança contemporânea e linguagens artísticas inovadoras.
O presidente da Direção da associação, Eduardo Queirós, expressou grande orgulho pela participação do grupo em declarações ao Jornal de Vila Meã: “Sinto um orgulho imenso ao afirmar que o Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega encerrou de forma memorável a Bienal de Artes Performativas de Amarante (BAP Amarante 2026), assumindo o papel de destaque no espetáculo ‘A Festa'”.
Concebido sob a direção artística de Filipa Francisco, o projeto desafiou o grupo a sair da sua zona de conforto. A iniciativa contou com a colaboração dos alunos do Conservatório de Amarante, orientados por Marta Coutinho e Susana Domingos Gaspar, além do trabalho da tocata do grupo sob a orientação de Ricardo Freitas e André Nunes. Eduardo Queirós destacou a dedicação da equipa e a coragem de arriscar em novas linguagens, agradecendo “a todos a dedicação e esforço depositado por terem, mais uma vez, acedido a esta nossa vontade de inovar”.
Apesar dos iniciais risos nervosos e da estranheza perante novos movimentos e abordagens sonoras, o espetáculo recebeu a aprovação do público desde o ensaio geral até à aclamação nas ruas de Vila Meã e Amarante.
A celebração nas ruas contou ainda com a participação ativa do presidente da Junta de Vila Meã, Henrique Sousa, e do Vereador da Câmara Municipal de Amarante, Fernando Moura e Silva
Esta orientação enquadra-se ao lado de projetos pedagógicos como o “Brincar com as Tradições” e o projeto cofinanciado “Herança e Identidade”, cujo conceito e nome se tornaram recentemente marca registada da associação.
“Esta nossa visão de querer fazer diferente e a aposta na intergeracionalidade e inovação artística estão perfeitamente alinhadas com as conclusões do nosso recente seminário “Associativismo Cultural – Desafios e Oportunidades”. A par de iniciativas pedagógicas como o projeto “Brincar com as Tradições”, ou com o projeto cofinanciado “Herança e Identidade” — cujo nome e conceito nos definem tão bem, que passou recentemente a ser marca registada da nossa associação —, “A Festa”, pelo feedback recolhido, revelou-se uma aposta ganha”, comenta Eduardo Queirós.
Já a olhar para o futuro, o presidente sublinhou a capacidade de superação demonstrada pela associação: “Reforçamos que, depois de tudo o que superámos, temos um grupo preparado para chegar mais longe e acredito que o nosso percurso está também a mudar a forma como se olha para o folclore”.
Eduardo Queirós deixou um agradecimento público à Mundo em Reboliço, produtora do espetáculo, e em especial à Sekoia Artes Performativas, responsável pela organização da BAP Amarante 2026, pelo desafio lançado e pela confiança depositada na associação.
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