Situado na margem do rio Odres, o parque de lazer do Odres é, por esta altura de Verão, espaço privilegiado para lazer e convívio. São muitos os que o escolhem, sendo particulares ou instituições que elegem o local para uma tarde de Verão em convívio, com a natureza como pano de fundo. O local tem sido utilizado também por grupos locais, que previlegiam a paragem para aí realizarem atividades.
É o caso do grupo Vallis, grupo de jovens que promove atividades de lazer e convívio ao ar livre. O grupo utiliza o espaço do parque fluvial para dinamização das suas atividades e este Verão não é excepção.
“Para este Verão, além dos jogos da seleção que foram transmitidos durante a sua participação no mundial, estamos atualmente a avaliar e a delinear a programação para a praia fluvial. A nossa prioridade é garantir que, a concretizar-se, a iniciativa ofereça à comunidade alternativas de lazer dinâmicas”, revela Gabriel Cerqueira, presidente do grupo.
Privilegiam aquele espaço porque a adesão da população é sempre muito positiva. “Na transmissão dos jogos do Mundial, na última iniciativa que realizámos no local, foi notório o crescimento do número de espectadores ao longo das transmissões. Conseguimos atrair pessoas de várias faixas etárias, promovendo um excelente convívio e dinamização intergeracional”, conta ao Jornal de Vila Meã.
Outro dos exemplos é a atividade do Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega (GCDSCRT), que tem a exploração do bar da praia fluvial.
“O grupo explora o espaço há vários anos e, ultimamente, fruto da visão da nova direção, tem mudado aos poucos o conceito do espaço. A recente obra realizada e a implantação do novo bar trouxeram também outra dinâmica, atraindo novos clientes que nos visitam pelo bar em si, mas sobretudo pelo espaço envolvente”, revela Eduardo Queirós, presidente do grupo.
Para o presidente “apesar desta nova forma de trabalhar, como associação, respeitamos o comércio e a restauração locais que nos apoiam durante o ano nas nossas atividades. Precisamente por isso, optamos por não ter um horário tão alargado, tentando que o bar seja, para já, apenas um espaço de apoio ao parque de lazer nas horas de maior utilização, salvo uma ou outra atividade temática do nosso plano anual ou de alguma entidade que decida realizar um evento no local. Exemplo disso foi a recente parceria com o grupo Vallis para a transmissão dos jogos da seleção nacional no Campeonato do Mundo de Futebol 2026”.
“A população frequenta muito o espaço. Temos, inclusivamente, visitantes vindos de Gaia, Matosinhos, Valongo, entre outras localidades, que já são habitués e nos visitam fielmente todos os anos. Embora o local registe uma menor afluência durante os dias de semana, é precisamente nessa altura que temos a visita recorrente dos Centros de Dia e ATL locais, que valorizam e aproveitam o espaço pela sua localização, acessibilidade e equipamentos disponíveis”, faz notar Eduardo Queirós.
O grupo de folcore vê no espaço grande potencial para o desenvolvimento cultural regional.
“O espaço é já procurado por várias entidades para a realização de atividades desportivas e culturais. Considerando que sempre estive ligado à música, vejo aqui um espaço de excelência, por exemplo, para concertos de vários estilos musicais, teatro ao ar livre, dança, festas temáticas, entre outros eventos”, considera Eduardo Queirós, que faz notar que “já existe um projeto alargado e algumas ideias pensadas para a melhoria global do espaço”, no entanto denota que “as necessidades mais prementes e urgentes são a alteração do palco existente (para torná-lo mais versátil) e a criação de um parque de estacionamento. A par disso, o espaço beneficiaria a longo prazo com melhorias no mobiliário urbano e com a plantação de mais árvores para proporcionar zonas de sombra”.
Também o Grupo Vallis diz olhar para a parque fluvial como um lugar com um enorme potencial para explorar.
“É um espaço natural e inclusivo que permite aproximar as pessoas. Acreditamos que, com a dinamização certa, o local pode tornar-se um polo ativo de cultura, associativismo e lazer durante todo o ano, e não apenas no Verão”, acredita o presidente Gabriel Cerqueira.
Reconhece que a praia fluvial tem vindo a ser cada vez mais e melhor aproveitada, o que é extremamente positivo, mas o grupo Vallis não se descarta das suas “obrigações” e afirma “estamos totalmente abertos a ouvir as ideias da comunidade para, em conjunto com as entidades competentes, identificarmos futuros melhoramentos que valorizem ainda mais o local, de modo a que possam ser feitas ainda mais iniciativas neste espaço incrível que é de todos!”.
É já a 8 de agosto que o espaço vai ser palco de um dos maiores eventos do grupo de folcore – o festival anual – celebração do 58.º aniversário do Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega.
Eduardo Queirós adianta pormenores do evento: “Para assinalar quase seis décadas de dedicação à salvaguarda do património etnográfico, preparámos uma noite inesquecível e de partilha cultural, que trará até Vila Meã a riqueza das tradições de várias regiões do país. O cartaz deste ano conta com a participação do Rancho Folclórico “As Capuchinhas” (Beira Alta), dos Pauliteiros de Miranda – Fonte de Aldeia (Trás-os-Montes), do Rancho Folclórico Velhas Guardas de Fazendas de Almeirim (Ribatejo) e, claro, do nosso grupo anfitrião”.
Com entrada totalmente livre, estendem o convite a toda a população de Vila Meã, do concelho de Amarante e a todos os entusiastas da cultura popular para se juntarem nesta festa.
Note-se que a Junta de Freguesia de Vila Meã preparou, no início do verão, o parque fluvial de Odres para um melhor acolhimento da população neste local, concretizando algumas intervenções ao nível da limpeza e arranjo do local para acolher veraneantes. O espaço está equipado com área relvada, zona de bar com mesas dispostas à sombra, guarda-sóis, equipamentos infantis e campo de areia para jogos.
“Decidimos realizar ali uma intervenção mais profunda para tornar o espaço ainda mais bonito, mais seguro e mais acolhedor para receber visitantes”, realça o presidente da Junta de Vila Meã, Henrique Sousa.
Esta é uma primeira intervenção para este lugar, mas a intenção do executivo da Junta de Freguesia para a praia fluvial ainda não está concluída.
“Ainda estamos a analisar a obra a realizar ali. Queremos aumentar significativamente a praia, criar um parque de estacionamento e um circuito pedonal que é um projeto da Junta de Freguesia e autarquia de Amarante”, refere.
Por agora o presidente da Junta deixa o convite à população: “aproveitem para desfrutar do local em família e amigos, darem uso ao equipamento, sempre respeitando as placas de sinalização lá instaladas e preservando a limpeza da a praia fluvial”.
QUER RECEBER O NOSSO JORNAL?
Ao assinar a nossa newsletter iremos enviar todos os meses as notícias da atualidade local e do concelho



