zona industrial vila meã

Posicionamento estratégico amplia potencial do território

A realização de mais uma edição do Rally Terras da Aboboreira trouxe, uma vez mais, Amarante para o centro das atenções. A escolha do Largo de São Gonçalo para a apresentação e arranque da prova — com o enquadramento ímpar do Mosteiro, da ponte e do rio Tâmega — reforça aquilo que se reconhece evidente: a cidade de Amarante é um ativo estratégico do ponto de vista turístico e de projeção territorial.

Efetivamente, ao longo dos últimos anos, têm sido vários os eventos e iniciativas que exploram este enquadramento único, contribuindo para afirmar Amarante como um destino turístico de excelência. A valorização do centro histórico, a dinamização de eventos e a construção de uma imagem identitária forte, posicionam Amarante como uma verdadeira “sala de visitas” da região do Tâmega e Sousa, com impacto direto na atração de visitantes e na dinamização da economia local, sobretudo nos setores da restauração, hotelaria e comércio.

No entanto, quando pensamos e projetamos coesão territorial, é fundamental ir além desta dimensão. É importante ter uma visão integrada, capaz de reconhecer e potenciar as diferentes potencialidades e valências do território. Entenda-se que a resiliência económica de um concelho depende da sua capacidade de diversificação, da qualificação do seu tecido produtivo e da criação de condições para a fixação de investimento estruturante.

É neste enquadramento que o posicionamento e potencial de Vila Meã assume particular relevância. A sua localização geoestratégica, suportada pela proximidade aos eixos rodoviários A4 e A11, bem como pela ligação ferroviária à Linha do Douro, configura um conjunto de vantagens competitivas claras para afirmação de um verdadeiro polo empresarial.

Cada vez mais evidente, a oportunidade de uma zona industrial estruturada em Vila Meã, que se vai arrastando nas intenções e prolongando no tempo, impera para se concretizar. É um investimento estratégico, essencial para diversificar a base económica do concelho, fixar população e criar emprego qualificado.

Se observarmos o que acontece nos territórios vizinhos, constatamos a intervenção de municípios como Lousada, em Caíde de Rei, ou Penafiel, em Recezinhos, que têm vindo a avançar de forma consistente na infraestruturação de zonas industriais capaz de favorecer a captação de mais investimento empresarial. Por aqui se solidificam as vantagens competitivas que este território apresenta, pedindo um investimento efetivo no território.

Por isso, a promoção da coesão territorial exige decisões estratégicas, capacidade de planeamento e, sobretudo, vontade para priorizar investimentos estruturantes. A criação de uma zona industrial em Vila Meã é uma oportunidade que deve ser assumida como prioridade para o futuro do concelho.

Amarante deve continuar a afirmar-se como destino turístico de referência, valorizando o seu centro histórico e o seu património, mas simultaneamente apostar numa estratégia de desenvolvimento económico mais ampla, onde Vila Meã assume um papel central.
Falar de coesão territorial é garantir que cada parte do concelho contribui para um todo mais equilibrado, competitivo e sustentável. Amarante tem os recursos, a localização e o potencial. Olhando para este posicionamento estratégico o momento exige decisão e concretização.

Miguel Carvalho

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