A Junta de Freguesia de Vila Meã, com a colaboração da escritora vilameanense e diretora do Jornal de Vila Meã, Cidália Fernandes, promoveu, a 24 e 25 de Abril, várias iniciativas a fim de celebrar com a comunidade os 52 anos de liberdade no nosso país.
O espírito de liberdade, que se assinala nesta comemoração da revolução do 25 de abril, viveu-se também em Vila Meã, numa celebração que transformou ruas, salas e vozes num tributo vivo ao 25 de Abril, unindo gerações em torno das histórias que fizeram nascer a democracia.
Na noite de 24 de abril, a Avenida 25 de Abril transformou-se num passeio vivo e alegre de palavras e passos. Sob o mote “Poesia em Movimento”, a população caminhou até ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã, acompanhada pela declamação de versos de Sophia de Mello Breyner e José Fanha. Com paragem obrigatória no Monumento dos Combatentes, todos, atentos, ouviram proclamar alguns dos poemas que, há meio século, ajudaram a dar voz ao país que despertava. Aqui, desde os mais novos aos mais velhos, de cravo na mão, escutaram, atentos, testemunhos de quem preserva as memórias que enaltecem a importância do grito pela Liberdade.
A tertúlia, que se prolongou pelo resto da noite no salão nobre dos Bombeiros de Vila Meã, trouxe os testemunhos de vilameaneses que viveram o dia da revolução. Cidália Fernandes, António Carneiro (presidente dos Combatentes de Vila Meã), António Carvalho (primeiro presidente eleito da Junta de Ataíde após a revolução), Alberto Sampaio (presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Meã) e Carvalho Ferreira (ex-comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Meã), partilharam memórias numa conversa aberta moderada por Bárbara Rola (colaboradora do jornal de Vila Meã). A plateia mostrou-se participativa e esta tertúlia deixou claro à organização que a vontade da realização de futuras conversas com a comunidade é bem vista por todos.
Neste momento, onde a memória se faz presente, ecoaram os valores da liberdade, lembrando que não se trata apenas de um marco histórico, mas uma construção diária.
Cidália Fernandes fez a apresentação do seu livro “Antão, no início era medo” e lembrou à comunidade que “quem não reconhece o passado não tem futuro”, enfatizando a importância de ter sempre presente os valores conquistados a 25 de Abril de 1974.
O brinde à Liberdade fez-se já nos primeiros minutos do dia 25, com a comunidade unida num gesto simples, mas carregado de significado: celebrar juntos aquilo que Portugal conquistou e continua a defender.
No dia 25 de Abril, a manhã foi dedicada às crianças com uma atividade na biblioteca de Vila Meã. A escritora Cidália Fernandes apresentou o livro “E há cravos felizes”, Ana Isabel Teixeira cantou as músicas de abril e ainda aconteceu uma largada de pombas nos antigos paços do concelho numa colaboração com o Centro Columbófilo de Vila Meã.
A manhã terminou com desenhos alusivos à data, pintados por mãos pequenas que, mesmo sem terem vivido abril, já o começam a compreender através da arte, da música e de ouvir as boas memórias no testemunho da comunidade.
O presidente da Junta de Vila Meã, Henrique Sousa, satisfeito com o impacto e adesão das pessoas a esta iniciativa, comentou, ao nosso jornal, que neste primeiro mandato o executivo fez questão de preparar a realização de um evento próprio para comemorar a revolução e o legado do 25 de Abril.
“Pretendemos assinalar estes momentos que devem ser festivos e recordados. Juntamente com a professora e escritora Cidália Fernandes preparamos as celebrações, e, se sabemos que a autarquia amarantina habitualmente tem o seu programa, achamos que fazia sentido, neste primeiro mandato, fazermos evento para a comunidade de Vila Meã”, enfatizou.
“O que foi apresentado e proposto à comunidade foi assinalar este tempo de memória e comemoração através da arte, com música e poesia e assim celebrar a liberdade em Vila Meã”, referiu Henrique Sousa.
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