Foi com “espírito de missão e um inabalável sentido de compromisso para com a Região Norte” que Álvaro Santos tomou posse como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, numa cerimónia presidida pelo Luís Montenegro, que decorreu em Évora.
Na mesma sessão foram igualmente empossados os presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional de todo o país: Ribau Esteves, no Centro, Teresa Mourão Almeida, em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro, no Alentejo, e José Apolinário, no Algarve.
Na sequência da sua eleição, Álvaro Santos afirmou que “o Norte escolheu iniciar um novo ciclo”, assumindo o mandato com “profundo sentido de responsabilidade institucional”.
Para o novo presidente da CCDR Norte “servir o Norte é trabalhar diariamente pela coesão do território, pela valorização do seu talento e pela construção de um futuro mais próspero e sustentável para todos”.
Entretanto, realizou-se, no Auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, a reunião extraordinária do Conselho Regional do Norte, que acolheu a cerimónia de tomada de posse dos Vice-Presidentes da CCDR NORTE e a apresentação do PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, pelo Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.
A tomada de posse contemplou os vice-presidentes da CCDR NORTE designados anteriormente em processos eleitorais – Ricardo Bento, Pedro Machado, sendo Paulo Ramalho renomeado -, e pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 47 A/2026, publicada no Diário da República de 27 de fevereiro: Maria José Fernandes, Jorge Mendes, Gabriela Leite e Rui Costa.
Nesta reunião o presidente do Conselho Regional do Norte, Francisco Lopes, começou por destacar a importância de reforçar a governação multinível e a cooperação territorial para enfrentar os desafios atuais: “A descentralização é um caminho longo, mas indispensável. Sabemos a dimensão dos desafios atuais, mas também conhecemos a capacidade de trabalho dos atores regionais fortemente representados neste conselho regional”
Álvaro Santos, presidente da CCDR NORTE, assinalou a simbolismo do momento, poucos dias após assumir funções, e apresentou as prioridades estratégicas da instituição: “A tomada de posse que hoje testemunhámos marcam o início de um novo ciclo de governação regional. Este novo ciclo deve afirmar a CCDR NORTE como verdadeira parceira estratégica do território. Não apenas como entidade gestora de programas ou coordenadora administrativa, mas como instituição que pensa a Região, que articula políticas públicas e que mobiliza vontades.”
E acrescentou: “Precisamos de passar de uma lógica de reação para uma lógica de antecipação. A Região Norte tem ativos extraordinários: talento, capacidade empresarial, universidades de excelência, centros de investigação reconhecidos internacionalmente, uma identidade cultural forte e uma notável resiliência coletiva. Mas para transformar estes ativos em prosperidade sustentada precisamos de coerência estratégica e escala.”
Sobre a tomada de posse da sua nova equipa, Álvaro Santos referiu que “a liderança da CCDR NORTE não é um exercício individual. É um compromisso coletivo. A escolha dos Vice-Presidentes obedeceu a critérios de competência, conhecimento do território e capacidade de execução. Precisamos de uma equipa que una visão estratégica a capacidade operacional, que saiba planear, mas sobretudo concretizar.”
Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e Coesão Territorial, apresentou o novo modelo de desconcentração do Estado e o papel reforçado das CCDR no planeamento estratégico: “As CCDR nunca tiveram tantas competências como agora. A nova arquitetura de desconcentração articula responsáveis com ligação direta ao centro e com proximidade aos problemas concretos dos territórios. A coordenação entre serviços desconcentrados é o passo decisivo para eliminar a fragmentação do Estado. Espero que no futuro os serviços da Água e da Floresta se juntem a esta ‘mesa’. Os presidentes das CCDRs devem assumir plenamente a função de planeadores do desenvolvimento regional.”
A tomada de posse foi também testemunhada pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que destacou a necessidade de elevar o desempenho económico da Região e reforçar a participação nos programas europeus: “O Norte continua com o PIB per capita mais baixo do país. A ambição deve ser maior e a Região tem capacidade para se afirmar nos grandes programas europeus, como os fundos para a competitividade e a investigação. O PTRR e o PT2030 serão determinantes neste caminho.”
O PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência assenta em três pilares estruturantes: cooperação, resiliência e transformação. Surge na sequência dos impactos da recente catástrofe climática e pretende reforçar a capacidade de resposta das regiões, melhorar a articulação institucional e acelerar o desenvolvimento económico e social.
Quem é o novo presidente da CCDR Norte?
Licenciado em Engenharia Civil, Mestre em Planeamento do Território e Ambiente e Doutorado em Ecologia e Saúde Ambiental, Álvaro Santos construiu um percurso sólido no domínio do desenvolvimento local e regional, do planeamento estratégico, das políticas urbanas e da gestão de projetos.
Ao longo da sua carreira, desempenhou funções como Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Presidente da Porto Vivo, SRU, Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional e Diretor-Geral do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério das Cidades. É autor e coautor de diversas publicações nas áreas da reabilitação urbana e das políticas de habitação.
Sucede a António Cunha, iniciando um novo ciclo de liderança na CCDR NORTE, num contexto marcado pelo reforço da coordenação regional, pela execução dos programas financiados pela União Europeia — designadamente o NORTE 2030 e a consolidação da estratégia do Espaço Atlântico, reforçando igualmente a cooperação transfronteiriça com as regiões da Galiza e de Castela e Leão, enquanto eixo estratégico para a competitividade, a coesão territorial e a afirmação internacional do Noroeste Peninsular.
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