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Foto e Áudio: Rádio Região de Basto

Jorge Ricardo destaca Habitação Social, aposta no desporto e transformação da Florestal

O presidente da Câmara Municipal de Amarante, António Jorge Ricardo, numa entrevista de início de mandato autárquico à Radio Região de Basto (RRB), conduzida pelo diretor daquela estação de rádio, Fernando Machado, considerou o investimento no Parque Florestal, após a resolução histórica do litígio, a aposta na habitação social, bem como a prioridade do município em fixar jovens e atrair investimento como pilares do novo ciclo político até 2029.

Na entrevista, o novo presidente da Câmara de Amarante, considera que o novo ciclo político em Amarante arranca sob o desígnio do consenso. Para Jorge Ricardo, o Orçamento Municipal para 2026, aprovado com um apoio inédito, é reflexo de abrangência entre os diferentes intervenientes políticos no concelho.

“Pela primeira vez, todos os presidentes de Junta, englobando os do Partido Socialista, votaram favoravelmente o orçamento”, afirmou o edil, notando ainda a abstenção construtiva dos vereadores da oposição (PS), o que interpreta como um sinal de confiança no projeto político, iniciado em 2013, por José Luís Gaspar.

Este consenso traduz-se em números, com a celebração de protocolos de delegação nas Juntas de Freguesia no valor de “cerca de dois milhões de euros”, reforçando a autonomia local para pequenas obras de proximidade.

Um dos pontos centrais da entrevista foi o desenvolvimento da Estratégia Local de Habitação. O autarca prevê a conclusão da maioria das obras até junho deste ano, nomeadamente em freguesias como Vila Meã, Figueiró, Vila Chã, Gondar, São Simão, Freixo, entre outras freguesias, numa estratégia de habitação social que se está a desenvolver abrangendo todo o concelho.

“Nesta estratégia consideramos que 35% destas habitações têm de ser entregues a jovens”, assegurou, reforçando o compromisso de fixar as novas gerações em Amarante.

Na entrevista à RRB, o novo presidente da Câmara, que foi eleito para o seu primeiro mandato nas autárquicas de outubro 2025, destaca a resolução do litígio que se arrastava quanto à propriedade do Parque Florestal de Amarante. “No passado dia 30 de dezembro, os tribunais deram razão à Câmara”, comentou Jorge Ricardo, pondo fim a uma longa disputa com o Estado sobre a posse dos terrenos.

Com a tutela do parque garantida, foi assinado um protocolo com o ICNF para a gestão do espaço.

“Queremos fazer ali o Parque da Cidade”, explicou, detalhando planos para melhorar as entradas, criar estacionamento para autocarros de turismo e dotar o espaço de zonas de lazer e merendas dignas para quem visita Amarante.

Questionado sobre o encerramento das piscinas municipais e a falta de infraestruturas, Jorge Ricardo foi pragmático. O projeto para as novas piscinas, orçado em 12 milhões de euros, está atualmente sem financiamento. Perante isto, a autarquia avançou com um concurso para a requalificação das piscinas atuais, junto ao Parque Florestal, para que funcionem plenamente no verão.

Na componente desportiva, o autarca destacou o aumento de 16% no subsídio aos clubes desportivos e o investimento em novos equipamentos, como o campo sintético na Lomba e cinco novos campos de Padel, reforçando a aposta no desporto como veículo de saúde e coesão social.

No campo cultural, o foco mantém-se na projeção do Museu Amadeu de Souza-Cardoso, recentemente reaberto, e na celebração dos 150 anos de Teixeira de Pascoais. O sucesso do Cine-Teatro de Amarante e a presença na feira de turismo FITUR, em Espanha, reforçam a estratégia de captar turistas que permaneçam mais tempo no território.

A confiança para Jorge Ricardo, que perspetiva “um futuro com mais oportunidades”. Entre a gestão rigorosa, o apoio social e as grandes obras, o autarca promete quatro anos de proximidade, consumado com a implementação recente do atendimento semanal aos munícipes.

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