Folclore madeirense encantou Vila Meã com seis dias de tradição e partilha cultural

Durante seis dias, Vila Meã acolheu um vibrante intercâmbio cultural com a visita do Grupo Romarias Antigas do Rochão, vindo diretamente da Camacha, Madeira. A iniciativa decorreu no âmbito da edição mais recente do Festival de Folclore, promovido pelo Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega, que comemora este ano 57 anos de história e dedicação à cultura tradicional portuguesa.

O ponto alto do intercâmbio aconteceu na noite de 26 de julho, no Parque de Lazer do Odres, onde o festival reuniu grupos de várias regiões, proporcionando um espetáculo cheio de alma e cor. Para além do grupo madeirense, participaram o Grupo Folclórico de S. Martinho de Moure (Vila Verde), o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Ceira (Coimbra) e o grupo anfitrião, de Santa Cruz de Riba Tâmega.

Para o presidente do Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega, Eduardo Queirós, “o folclore é a alma do nosso povo”, destacando a importância destas celebrações na preservação da identidade cultural e no fortalecimento dos laços comunitários.

Ao longo da estadia em Vila Meã, o grupo folclórico da Camacha levou a sonoridade e os trajes típicos da Madeira a várias instituições locais, com atuações marcantes no Centro Social Divino Salvador de Real e na Associação Emília Conceição Babo. Foram momentos de profunda alegria e inclusão, onde a cultura serviu de ponte entre gerações e diferentes realidades.

Estas visitas reforçam o papel social das associações culturais, que não só preservam tradições mas também promovem o bem-estar e a ligação comunitária.

“Acreditamos na importância da partilha cultural e do seu impacto social, especialmente junto de públicos que, de outra forma, poderiam não ter acesso a este tipo de experiências”, reforça Eduardo Queirós.

Referir que em cada dança e em cada acorde, ergueu-se uma homenagem viva às raízes lusas e Vila Meã respondeu com hospitalidade e entusiasmo.

Para o Grupo de Santa Cruz de Riba Tâmega, que acolheu e dinamizou diversos momentos lúdicos, artísticos e de confraternização, bem como para os protagonistas do Grupo Romarias Antigas do Rochão, da Camacha, levar a música, dança e tradições da Madeira a este público é uma forma de enriquecer vidas, proporcionar momentos de alegria e construir pontes entre comunidades.

“Agradecemos a todos os que tornaram estes encontros possíveis e esperamos continuar a promover iniciativas que celebrem a nossa herança cultural e a tornem acessível a todos, com um foco contínuo na relevância social”, comenta Eduardo Queirós, destacando o apoio incondicional da Junta de Vila Meã.

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