O Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (MMASC) recebeu, no fim-de-semana de 23 e 24 de março, as exposições “Mário Cesariny: a poesia sem versos” e “Amor em Quarentena”.

No sábado, abriram-se as portas da exposição “Mário Cesariny: a poesia sem versos” com curadoria de Marlene Oliveira e Perfecto E. Cuadrado. No ano em que se assinala o centenário da publicação do Manifesto Surrealista e sendo Mário Cesariny, uma figura central no movimento surrealista em Portugal, Amarante, terra de Teixeira de Pascoaes, acolhe-o nesta exposição, numa parceria com a Fundação Cupertino de Miranda.
A obra dedicada de Cesariny a Pascoaes onde escreve o verso “a luz é cada vez mais clara e a treva cada vez mais negra”, uma alusão do surrealista à “poesia sem versos” do autor amarantino, serve de imagem para esta exposição. Cesariny referiu que “Pascoaes, é o meu maior” (Verso de Autografia, 2004), dada a admiração que desde sempre nutriu por este vulto da cultura nacional, que também o inspirou nas suas criações.
Nesta mostra, estamos perante uma nova abordagem, em que o visitante deixa de ser um mero observador para se envolver no universo da escrita, das obras e das vivências do poeta e pintor.
No domingo, dia 24, foi inaugurada a exposição “Amor em Quarentena”, da autoria e produção de Nuno Viana. Trata-se de um projeto pioneiro, que combina poesia, música e cinema baseado numa história real, iniciado em 2020, e desenvolvido durante o período pandémico.

De referir que o livro de poesia, que serve de base a todo o projeto, conta com a participação de alguns dos fotógrafos contemporâneos mais relevantes em todo o mundo.
As exposições “Amor em Quarentena” e “Mário Cesariny: a poesia sem versos” estarão patentes ao público até 28 de abril e 16 de junho, respetivamente.
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