O T’Amaranto – Festival de Teatro de Amarante regressa aos Claustros da Câmara Municipal entre 23 e 31 de julho, com cinco peças distintas que abordam, com sarcarmo, temas da atualidade.

Dia 25 é a vez das veteranas Florbela Queiroz e Natalina José apresentarem em Amarante “Olha que duas”. Acompanhadas pelos atores/cantores Raquel Caneca e Gonçalo Brandão e dos atores Ricardo Miguel e Sara Inês, duas das maiores vedetas do Teatro de Revista levam a cena números de crítica social e política como as “Apanhadas” (mulheres de banqueiros presas pelas ações dos maridos), “Dissolvidas (deputadas que perderam o mandato) e “Jejum Inexistente” (um senhor obeso que aderiu a uma dieta estranha), entre outros. Há ainda espaço para ouvir um medley de fados antigos.
Outro tema bem atual será abordado em “Amor e Redes Sociais”, dia 27, com Marco Pedrosa e Michele Ribeiro. Uma comédia sobre a influência das redes sociais nas relações amorosas, um tema fraturante da sociedade moderna. “Alguma vez deste por ti a espreitar um telemóvel que não era teu? Ou tiveste uma crise de ciúmes à custa de um like?” são algumas as questões abordadas por este casal: Miguel, humorista, e Susana, psicóloga. Ciúme, intriga, raiva, confiança, desconfiança e falhas de comunicação, sempre num tom humorístico que oscila entre o nonsense e o humor negro.
Presença habitual no Festival de Teatro de Amarante, a Filandorra – Teatro do Nordeste, leva a cena, dia 29, “Sonho de uma noite de Verão”, de William Shakespeare. Uma comédia leve e alegre, que convida a refletir sobre o amor numa “viagem” por nove quadros correspondentes aos atos e cenas da peça.
O encerramento do festival está a cargo do T’Amaranto – Grupo de Teatro de Amarante que, dia 31, apresenta a peça “Morri. E depois?”, uma adaptação de Miguel Fernandes. Num quarto decorre o velório de uma mulher que morreu de forma inesperada e dramática. As qualidades da defunta vão sendo expostas pelos amigos e familiares, mas, no desenrolar das lamentações, as verdades vêm ao de cima e todos os seus defeitos e errantes comportamentos são expostos por cada um dos presentes. Até que, em determinado momento da cerimónia, algo de inesperado e tenebroso acontece.
Os espetáculos começam às 22h00 e são de entrada livre, mas limitada à lotação do espaço.
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