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Grupo de Jovens Vallis entusiasmados com dinâmica junto da população

Em Vila Meã existe um grupo, formado por 19 jovens, 13 raparigas e seis rapazes, que se sentem motivados em recuperar tradições e dedicarem-se à comunidade. É o Grupo de Jovens Vallis, da paróquia de Real.  

Com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, o grupo é constituído por jovens de Vila Meã, maioritariamente de Oliveira e Real, que decidiram juntar-se com o propósito de “unir gerações, trazer dinamismo à Vila e essencialmente oferecer boa-disposição aos vilameanenses”. 

E tudo começou quando os jovens frequentavam o 11º ano da catequese e tiveram a responsabilidade de organizar a Festa do Menino, em Real, como já era hábito e costume todos os anos. Na altura designavam-se de Grupo de Jovens de 2003. 

Corria o ano de 2020 e o sucesso da Festa do Menino, marcada pela inovação e diferença, “recebeu um excelente retorno e apreciação por parte da comunidade de Vila Meã”, dando entusiasmo a estes catequizandos a permanecer juntos e continuarem a promover atividades para a sua Vila. 

“Os elogios que tivemos deu-nos a certeza que tínhamos de dar continuidade ao grupo”. Após alguns encontros entre si, decidiram que os Jovens de 2003 passariam a ser o Grupo Vallis. 

Escolhido o nome, era altura de dar “asas” à imaginação e promover uma atividade que primasse pela diferença e trouxesse a Vila Meã o dinamismo que faltava.  

Num ápice surgiu a ideia do “Festivallis”, um festival de talentos locais que decorreu em formato online, atendendo às circunstâncias de pandemia, e que foi transmitido através das redes sociais. Entretanto, em agosto deste ano, realizou-se a segunda edição do Festival, já com a possibilidade de público, cumprindo todas as recomendações da DGS. 

Este foi o primeiro dos muitos eventos que o grupo de jovens já protagonizou. Ao longo destes dois anos de existência realizaram uma feirinha de comércio e negócios de Vila Meã, com o intuito de apoiar o comércio local, iniciativas de angariação de fundos para investir em eventos e num espaço recreativo e ainda o evento que, através de um palco móvel, levou música e animação à população de Vila Meã 

Mas não foram apenas estes os eventos criados pelos jovens de Vila Meã. Um cartaz cultural de eventos ao ar livre, uma sessão de fogo de artifício na Noite de Natal, um concurso de Halloween, workshop virtual de culinária de Páscoa, cinema ao ar livre, uma noite dedicada ao Karaoke ou recolha de materiais escolares que revertem a favor dos alunos mais carenciados das escolas, fizeram também parte das inúmeras iniciativas do Vallis. De referir, que todas foram apoiadas pela população, pela paróquia Real e pela Junta de Freguesia de Vila Meã.  

A realização das iniciativas solidárias, culturais e sociais, são prioridade para estes jovens. E mesmo perante uma pandemia que assolou o país e o mundo, não baixaram a guarda e conseguiram dar a Vila Meã “um Verão recheado de atividades”. 

Organizaram um peditório e um leilão que tiverem uma adesão significativa por parte da população, tornando assim possível a concretização das várias atividades referidas anteriormente e que foram realizadas pelas três antigas freguesias (Oliveira, Ataíde e Real). 

Dedicados a causas, e embora tenham sido maioritariamente realizadas em formato online, os jovens garantem que se sentem “totalmente realizados” com as iniciativas, nunca esquecendo “o carinho e o afeto das pessoas de Vila Meã”. A cada atividade “todas as nossas expectativas são superadas e isso só pode ser motivo de orgulho e vontade de querer fazer mais e melhor”. 

Mas a união destes jovens de Vila Meã vai mais além do que a organização de festas e atividades. Quando se reúnem “transmitem valores e desenvolvem laços de amizade, muitos deles já de longa data”, sendo cada vez mais imperioso, principalmente porque estamos numa era que os jovens vivem cada vez mais para a tecnologia e em que a sociedade discute e coloca em causa a crescente falta de valores. 

Contudo, esta sociedade é também aquela que os felicita, que os acolhe e lhes agradece pelas iniciativas. Por isso mesmo, não esquecem que Vila Meã os “recebeu de braços abertos. O apoio que recebemos é indescritível, tanto por parte da Junta e das instituições, bem como da comunidade”. 

Cientes que, apesar de atualmente se sentirem um grupo social, têm uma grande vertente paroquial e, nesse sentido, não negam que “o apoio que recebemos da paróquia é fundamental para a realização das atividades”, estando “imensamente gratos ao padre Mário que nos acolheu com alegria, mostrando-se sempre disponível para cooperar connosco e colaborar nas atividades por nós organizadas”. 

Mas nem tudo é fácil para estes 19 jovens. Confessam que nestes últimos dois anos, uma das maiores dificuldades do grupo é a questão financeira e que “é necessário fazer uma boa gestão do orçamento para manter a atividade ao longo do ano, apesar do apoio contínuo da Junta de Freguesia”. 

Lembrando que o grupo é constituído por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, muitos deles iniciaram agora uma nova fase da sua vida: o ingresso no ensino superior. Por isso, avizinham-se meses “desafiantes para o grupo, uma vez que muitos deles vão estar mais ausentes e longe da freguesia”.  

No entanto, o gosto, o amor e a dedicação ao próximo e à sua gente não os fazem parar, tendo já pensados “projetos inéditos e fundamentais para manter o grupo ativo”. 

Apesar de não poderem “adiantar mais pormenores”, prometem que “valerá a pena” e “que todos devem ficar atentos e acompanhar o Grupo de Jovens Vallis”.  

Em conversa com o Jornal de Vila Meã, os jovens que representam o Vallis não quiseram perder a oportunidade de frisar que “não querem fazer caminho sozinhos”, por isso apelam a que “mais jovens se juntem a eles e que participem nas atividades”. 

Ressalvam ainda que “a todos os que mostrem interesse, será dada uma oportunidade de ingressar no grupo Vallis. Apenas precisam de mostrar dedicação, empenho e a cima de tudo boa-disposição!”.