Estamos perante um cenário de crise mundial relacionada com o COVID-19 que, para além da saúde, atacou de forma violenta o sector do turismo.

Fazendo nós parte deste sector hoje problemático, num repente vimos o nosso trabalho parar e em três dias as nossas rotinas alteraram-se.

Paramos, anulamos e adiamos. Durante três dias vimos o nosso trabalho congelado. Como poderíamos cumprir os nossos objetivos se não tínhamos o contacto com os nossos clientes, com os nossos parceiros, com a comunidade onde estamos inseridos?

Desde que nascemos que afirmamos que o nosso escritório é lá fora, onde está o património (material e imaterial), onde estão as pessoas, onde estão as estórias e histórias, os lugares que falam connosco e nos contam histórias de vida idas. Durante três dias observamos, ouvimos, lemos e sentimos tudo o que estava a acontecer, na nossa região, a nível nacional, a nível europeu e até a nível mundial e tudo nos levava para um determinado comportamento – PARAR.

Não poderíamos continuar assim, cada membro da equipa do Stay to Talk confinado ao seu lugar, ao escritório de casa. O Stay to Talk como projeto de inovação social que é, está habituado a produzir conteúdos, a inventar, a reinventar-se e a adaptar-se a novos contextos e perante tal cenário tinha que definir um novo caminho. Um caminho que respondesse a dois objetivos, por um lado, que contribuísse para a sua sustentabilidade e, por outro, que mantivesse a relação estreita que tem vindo a construir com a sua Rede de Agentes Culturais Comunitários (RACC), no sentido de a manter ativa e, em colaboração, continuar a identificar o conhecimento local, a manter esta rede conectada continuando a promover a inclusão e a coesão social local.

Neste sentido o Stay to Talk Instituto estruturou-se e reinventou-se, tomando algumas decisões:

– decidiu potenciar as suas competências relativas ao ensino da Língua Portuguesa e passou a desenvolver os seus (1) serviços linguísticos via online – ensino de línguas, como por exemplo, a língua portuguesa para estrangeiros com uma componente cultural local vincada/experimental, assim como, potenciar os (2) serviços de traduções para empresas, instituições e particulares.

– de forma a partilhar o conhecimento que o Stay to Talk Instituto tem vindo a trabalhar na área da investigação, decidiu também, realizar um programa diário que se intitula #Fique em casa para falar de. Sentimos esta necessidade de manter esta relação de proximidade com a comunidade local, e ao longo de um mês (20 sessões) propomo-nos falar de cada concelho pertencente à Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, região onde estamos inseridos e onde temos vindo alargar as nossas ações culturais e idiomáticas.

Colocamos mãos à obra e assim temos vindo a agir quer na área dos serviços linguísticos e culturais, quer na área comunitária e social.

É com muito orgulho que no passado dia 17 de abril terminámos a nossa primeira temporada (mês) do Programa #Fique em casa para falar de Amarante. Quisemos privilegiar o concelho onde estamos sediados. Tivemos uma grande aceitação e fizemo-lo com os amarantinos. Ao longo de um mês falamos de (1) lugares de amarante com história, (2) realizamos leituras de autores locais e fizemo-lo também em diferentes línguas, (3) falamos da vida e obra de Agustina Bessa-Luís, (4) falamos de artes e Artesanato de Amarante e por fim (5) da história e a toponímia das ruas amarantinas.

Terminamos igualmente, no passado dia 15 de maio a segunda temporada, que fala sobre Baião realizada com os baianenses, mas editada para todos os portugueses nacionais e internacionais. O concelho que se segue da região do Tâmega e Sousa e que será abordado no decorrer da última quinzena de maio e inicio de junho, será Penafiel.

Mas a nossa ação presente não se resume a tal, estamos evidentemente a preparar-nos para um novo quotidiano, para uma nova realidade, para um novo contexto de trabalho no que refere à animação turística. Estamos a prepara-nos internamente e em parceria com a nossa Rede de Agentes Culturais Comunitários para voltarmos ao nosso escritório natural e mostrar pessoalmente tudo o que de melhor têm a nossa região. Queremos muito, estamos ansiosos por fazê-lo!

Assim deixamos o desafio: juntem-se a nós e contactem-nos para partilharem connosco o vosso conhecimento: lendas, tradições, histórias, fotografias antigas, curiosidades locais e/ou talentos que tenham.

Contactem-nos para juntos “fazermos acontecer” sobre a nossa terra.

Email: info@staytotalk.pt.

Carolina Mendes