O início de fevereiro traz a Vila Meã uma tradição que perdura: A Festa de São Brás.

No lugar de Real, no cimo de um pequeno outeiro, encontra-se uma pequena capela, que venera este santo. A organização desta festividade que possui um forte simbolismo para a comunidade local, ficou a cargo do Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega, como já aconteceu em anos anteriores.

A Capela de São Brás, onde se venera o santo

Nos dias 1, 2 e 3, realizou-se esta festividade, dias que já faziam lembrar a primavera. O dia 1 ficou marcado por uma noitada com animação e fogo de artifício. No dia 2 houve lugar para o tradicional leilão e o rebentar das macacas, ao final da tarde, um momento que tão bem caracteriza esta festa e atrai imensos populares. A noitada contou com atuação do Sons do Norte, com Filipe Veríssimo e culminou com o fogo de artifício. A Festa de São Brás terminou no dia 3, dia em que se realizou pela manhã um clamor e missa com pregação, que atraiu dezenas de fiéis.

Leilão que aconteceu ao inicio da tarde de dia 2

As típicas barraquinhas que caracterizam esta festa

Esta romaria, que se realiza em Real, é a mais antiga de que há memória, naquele lugar. Esta tradição, que permanece, foi-se moldando com o tempo, mas a essência continua lá. Continua nas barraquinhas de doces junto à estrada, no leilão que gera convívio, na macaca que estoira ao final da tarde de dia 2, na devoção que se presta ao santo e, fundamentalmente, no facto de constituir um verdadeiro lugar de memórias. Que esta tradição perdure, porque faz parte da nossa identidade.